24/08/16

nada define melhor.


23/08/16

sem título

não quero me me ilustres, me fotografes
me coordenes, me escrevas ou me transformes.
não quero que me sublinhes ou me graves
me engrandeças ou me enformes.

o que eu quero mesmo
é que me sintas.

cantiga em vento menor


guardei, hoje da praia, estes sonidos:
a água veloz numa rebentação em cantiga continua
a buzina do homem das bolas de Berlim
as conversas altas de gente pequena
as nossas vozes, numa toada firme e perfeita,
os beijos silenciosos das bocas ávidas dos jovens enamorados
as páginas dos nossos livros a serem volvidas por olhos atenciosos
as bolas a galgar ao céu sem vento.
pegarei nestes ruídos todos
e com eles fabricarei uma cantiga imortal:
que viva comigo desde hoje até sempre
e me embale em cada noite num sono de sempre Verão.

20/08/16

reler

phot. by rowan mersh

ando a ler-me, para trás.
algumas coisas que escrevi ainda me são tecido. gritos. escapes. rotações de vida.
adivinho instantes em vírgulas
revivo músicas que deixei de ouvir porque estava a escrever aquilo
cheiro sorrisos
e ouço o toque da roupa nos momentos em que o silêncio me tirou a roupa toda.

ando a ler-me para me agasalhar
e sobretudo
para não me esquecer deste caminho de anos.

este caminho de tecidos, escolhas, dificuldades e (muita) persistência.

18/08/16

férias


quando cheguei das minhas primeiras férias, este livro aguardava-me no correio, envolto num papel rosa com uma fita prateada.
agora que me encontro pronta para as receber - as minhas férias - de braços abertos, vou lê-lo e apreciá-lo.
gosto destas pequenas coisas, que me surpreendem e me colocam os melhores sorrisos no rosto.
obrigada, Isabel.

Arquivo