11/11/09

tau tau


ou apanhar nos dentes.
ou apanhar uma laustíbia.
ou um piparote.
também pode ser uma galheta.
se bem que uma lambadinha é sempre um gesto com mais ternura.
uma vez decidi meter-me no meio de uma confusão entre marido e mulher.
a mulher apanhava do marido à força toda, no meio da rua, defendia-se como podia pois era pequenota e ele, bastante mais alto, parecia um macacóide, socava-a onde podia.
ora eu saí do carro com os dentes cerrados, punhos preparados e cheguei-me e eles e gritei “largue-a! não tem vergonha?”.
mas não, meus caros amigos, não foi ele que se virou a mim. não. foi ela.
desgrenhada, vermelha que nem um tomate, ajeitou os cabelos furiosos, pôs as mãos à cinta e disse-me, com uma pronuncia vernácula, de norte:

“o marido é meu e dá-me porrada quando quiser!”.
eu de início nem acreditei naquilo que ouvi e acabei por me retirar com uma cabeça que mais parecia um melão e quando cheguei ao carro todos me atiraram a velha máxima "entre marido e mulher ninguém mete a colher".

e by daí, nunca mais meti.

2 comentários:

carlosré disse...

ehehehehehehe

carlosré disse...
Este comentário foi removido pelo autor.

Arquivo