27/03/12

é...

é a perceção de coisas tão pequenas como um brilho momentâneo no olhar.
São as palavras das canções a fazer todo o sentido.
São as palavras na cabeça que não fazem sentido nenhum.
É o coração a bater descompassado a querer saltar do peito para ser arrebatado.
São desconforto e ansiedade. Apaziguadores. Apaixonadamente incoerentes.
São imagens nítidas, nunca vividas.
É o tudo que se tem, interrogado.
É o nada, que se espera, sem margem para dúvidas.
É uma saudade imensa que se escreve com a palavra distância,
É uma saudade de coisas tão pequenas como o barulho dos passos, o perfume que fica.
É um olhar roubado num certo dia e que consola os outros dias todos.
É noite após noite em sobressalto,
com a memória do corpo que nunca chegou a ser
com a memória do corpo que tanto se quer
com o cansaço da espera daquilo que nunca há-de vir...
... os olhos fecham-se apenas quando ele desmaia - o corpo -
no doce torpor de um cansaço
que vem
do tanto querer.

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