04/12/12

“Jesus Cristo bebia cerveja”


Se houvesse algum western português, seria feito a partir deste livro.

Uma narrativa um nadinha irrealista, porém perfeitamente possível, cheia de personagens trágico-cómicas mas comoventes pela sua humanidade, muito bem caracterizadas, tendo em Rosa a figura principal.


Consegui sentir cheiros e ouvir música. Consegui “ver” o buço da bela Rosa e os pezinhos pequenos do pastor Ari.
Consegui sentir as mãos mortas da D. Antónia e consegui “bufar” com o Professor Borja e apeteceu-me no fim pintar a manta e pintar o muro.

E apeteceu-me estar com Rosa no seu leito de morte. Dar-lhe a mão para morrer. E dar-lhe a cheirar um ramo de margaridas.

Consegui imaginar o Alentejo transformado em Jerusálem. Consegui ouvir as conversas sobre filosofia, ciência, religião e senso comum.

Recomendo, quanto mais não seja pelas “pinturas” que Afonso Cruz faz com as palavras.

"Sinopse:
Uma pequena aldeia alentejana transforma-se em Jerusalém graças ao amor de uma rapariga pela sua avó, cujo maior desejo é visitar a Terra Santa. Um professor paralelo a si mesmo, uma inglesa que dorme dentro de uma baleia, uma rapariga que lê westerns e crê que a sua mãe foi substituída pela própria Virgem Maria, são algumas das personagens que compõem uma história comovente e irónica sobre a capacidade de transformação do ser humano e sobre as coisas fundamentais da vida: o amor, o sacrifício, e a cerveja."

2 comentários:

O Puma disse...


Tudo certo

mas sempre me disseram
que era tinto

Laura Ferreira disse...

:) também devia beber tinto. e licor beirão..

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