Às vezes dóis-me. Dóis-me tanto. Na pele. E debaixo dela.
E debaixo de qualquer bocado de tudo que não é pele
mas que é de mais profundo.
Nas células
e no sangue que vai aos cantos mais esconsos de mim.
A dor que me dói assim tem o nome de saudade.





10 comentários:
Às vezes dói a saudade que ainda não veio, mas que não tardará.
Mas sabes, a dor da saudade dá-me para criar.
se dói!
;(
Passei, encantei-me e fiquei!
Deixo beijinhos!***
Passei, encantei-me e fiquei!
Deixo beijinhos!***
Obrigada Cristina :) deixa-te ficar.. beijinho.
A dor da saudade é um bom catalisador da veia criativa.
completamente, Rapariga.
O mal é se a saudade não passa nunca.
O nosso coração não se aguenta...:)
Acho que a saudade não passa. Adormece, creio, e regressa em momentos inesperados. Muitas vezes juntam-se várias saudades, como afluentes de um rio maior, que em dias de temporal extravasam, às vezes com estragos. Mas se assim não fosse, a terra não floria, tornava-se árida.
O equilíbrio é intuitivo, um dia aprende-se a gerir isto tudo, sem se saber explicar muito bem porquê.
Por uma questão de sobrevivência, acho.
É isso que faço todos os dias.
A saudade vive lá e, thank god, adormece por longos períodos.
Mas quando acorda abocanha-me quer matar-me.
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