21/02/13

miss

Às vezes dóis-me. Dóis-me tanto. Na pele. E debaixo dela.
E debaixo de qualquer bocado de tudo que não é pele
mas que é de mais profundo.
Nas células
e no sangue que vai aos cantos mais esconsos de mim.
A dor que me dói assim tem o nome de saudade.

10 comentários:

Uma Rapariga Simples disse...

Às vezes dói a saudade que ainda não veio, mas que não tardará.

Laura Ferreira disse...

Mas sabes, a dor da saudade dá-me para criar.

© Piedade Araújo Sol disse...

se dói!

;(

Cristina Cebola disse...

Passei, encantei-me e fiquei!

Deixo beijinhos!***

Cristina Cebola disse...

Passei, encantei-me e fiquei!

Deixo beijinhos!***

Laura Ferreira disse...

Obrigada Cristina :) deixa-te ficar.. beijinho.

Uma Rapariga Simples disse...

A dor da saudade é um bom catalisador da veia criativa.

Laura Ferreira disse...

completamente, Rapariga.
O mal é se a saudade não passa nunca.
O nosso coração não se aguenta...:)

Uma Rapariga Simples disse...

Acho que a saudade não passa. Adormece, creio, e regressa em momentos inesperados. Muitas vezes juntam-se várias saudades, como afluentes de um rio maior, que em dias de temporal extravasam, às vezes com estragos. Mas se assim não fosse, a terra não floria, tornava-se árida.

O equilíbrio é intuitivo, um dia aprende-se a gerir isto tudo, sem se saber explicar muito bem porquê.

Laura Ferreira disse...

Por uma questão de sobrevivência, acho.
É isso que faço todos os dias.
A saudade vive lá e, thank god, adormece por longos períodos.
Mas quando acorda abocanha-me quer matar-me.

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