26/03/13

poema sem interesse nenhum

ela lembrava-se quando ele ficava horas a fotografar coisas
detalhes preciosismos
com ar inteligente.
enquanto ela se quedava a fazer coisa nenhuma
a olhar para coisas que não interessavam a mais ninguém
e nem sequer eram tema de conversa.

eram uma espécie de vidas paralelas, as vidas deles,
assim como as conversas e os interesses.
assim uns caminhos direitinhos, lado a lado.

poucas vezes se interceptavam ou cruzavam.
se calhar é por isso que ainda hoje sentem saudades.

4 comentários:

© Piedade Araújo Sol disse...

que poema!

adorei!

:)

Laura Ferreira disse...

beijinho grande, Piedade :)

Luis Eme disse...

é... vou por aí. :)

Mar Arável disse...


talvez um dia se desencontrem

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