27/03/13

t e a t r o

um, dois, três. silêncio. ouve-se a respiração… nervosa.
a barriga às voltas. os músculos hirtos, as órbitas geladas. luz. corpos.
fluidez. simbiose. ritmo.
de repente a metamorfose do Teatro acontece e gera-se uma energia única, vital, que deambula pelo corpo, pelos recantos da cena, pela voz dos atores, pelas luzes, pelas palavras
eleva-se no ar como se fosse um fenómeno atmosférico. pega nos atores e atira-os violentamente para as cenas, outras vezes embala-os e põe-lhes nos olhos água.
o tempo passa num minuto. o maior minuto de todos.
o minuto da glória, o minuto da entrega.
porque o Teatro é glória. e é entrega.
porque nele, no Teatro cabem todas as palavras do mundo.
e porque todas as palavras do mundo, hoje, são poucas para caber nele.
porque hoje ele é infinitamente grande.

4 comentários:

Pulha Garcia disse...

Gosto de teatro profundamente. É das minhas formas de arte preferidas. Percorre toda a humanidade deste Atenas. Quando estive na Grécia vi anfiteatros com 4 mil anos. Emociona. A acústica ainda se mantém perfeita. Já fiz teatro e gostaria de escrever para teatro.

All the best, Laura.

Laura Ferreira disse...

Obrigada.
Devias escrever.

Uma Rapariga Simples disse...

Eu tenho saudades disto tudo, mas vivendo pelo lado de dentro. Da aparente tranquilidade, porque os miúdos estavam em polvorosa, dos incidentes e dos improvisos, dos desenrascar dos adereços e tudo e tudo.
Era mesmo muito bom. (:

Laura Ferreira disse...

Pois, Rapariga.
COmo te entendo.

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