15/04/13


Lá, onde se reduz o tudo a uma partícula do tamanho do quase nada.
Lá, onde se concentra o perfume, a dor e o tempo.
Lá, onde se fazem pazes e se escrevem cartas que nunca se mandaram.
Lá, onde o horizonte se confunde com o verão e o mar se consegue guardar no bolso.
Lá, onde há cortinas de peixes e um piano sempre a conspirar.
Lá, onde o amor nunca se esgota e a espera se confunde com cada memória guardada.
Lá, onde os teus olhos encontram os meus num ápice, numa nota, numa prova de vinhos, numa peça de roupa escolhida.
Lá, nesse tempo. Que não volta.
Mas que também nunca acaba.

2 comentários:

© Piedade Araújo Sol disse...

pois, eu também.

a foto tá boa, o gato na cama, é que não posso, embora ele tente, mas, eu sou alérgica ;(

beijo

Laura Ferreira disse...

as minhas 2 não me largam... :)

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