28/09/13

APRIL IN PARIS

Ela achava que em Paris é que devia ser.
Porque em Paris tudo é, de uma forma que não pode ser de outra maneira, como se todos os outros lugares se apagassem de repente, da memória, dos mapas, dos roteiros, das fotografias.
Não tinham muit...
a coisa, ele e ela.
Tinham uma casa muito pequena. Um carro muito pequeno. Um rendimento muito pequeno.
Andaram uns bons anos a por dinheiro de lado, todos os dias, todos os meses. Uma quantia pequena.
Até que conseguiram juntar uma quantia grande.
Decidiram partir.
Paris aguardava-os.
Quando lá fossem, deixariam de ser pequenos.
Quando lá fossem
Paris ficaria pequena, diante dos seus olhos grandes
das mãos deles, abertas e grandes
do coração deles, escancarado e grande.

Daquele amor em formato de fotografia.
(Que era grande.)

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