28/07/14

janelas

Desde pequena, e sempre que me sentia só, gostava de ficar a olhar pela janela,
para as janelas das casas e dos prédios
e imaginar o quente da vida naquelas casas, o cheiro a sopa quente, os murmúrios ou as gargalhadas,
as correrias ou tão-somente o silêncio que eu acreditava ser menos solitário que o meu.
Continuo a gostar de olhar para as janelas.
À procura dessa vida toda que se constrói entre quatro paredes e é tão privada.
E faço-o ainda hoje, não porque me sinta só.
Mas porque isso me faz sentir acompanhada.

1 comentário:

alexandra disse...

Tal e qual...

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