29/04/15

a (minha) paz

Kara Neko by Eric T. White

A paz está (quase) sempre ali ao virar da esquina.
Mas escapa-se, a malvada. Engana-nos. Finta-nos.
A paz entra e sai num corrupio de catraia.
Quando entra, temos de a convidar a ficar.
Servir-lhe um chá com scones.
Presenteá-la com olhos francos, palavras verdadeiras
e com aquilo que realmente somos.
(Porque a paz conhece-nos desde criança.)
Sentá-la, confortavelmente, afagar-lhe os cabelos.
Se assim o fizermos, e se ela ficar,
vai tornar-se, com certeza, na nossa mais (preciosa) amiga.

1 comentário:

© Piedade Araújo Sol disse...

pois, mas por vezes ela anda arredia de todos, até de nós....

:(

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