25/06/15

senão




Senão produzo, não sou eu. Sou antes uma massa conforme da mesma massa de que se faz a massa. Não sou nada. Sou pouco. Sou normalíssima. Sou mais uma.
Senão produzo não me revejo. Sou cinzenta e monocórdica e chata e refilona.
Senão crio nunca me recrio. Morro aos bocadinhos, sem vírgulas, sem temas, sem ar.
Senão crio nunca me revolto. E revoltar-me é bom.
Revoltar-me com o mundo, comigo, com as palavras e com a alma.
Produzo e produzo-me. Crio e crio-me. Todos os dias. Enquanto houver dias.

2 comentários:

tintanobolso disse...

Há quem tenhs prazer em consumir, há quem tenha prazer em produzir. É assim.

Mar Arável disse...

A vida é mais para lá dos olhos

Belo

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