05/11/15

uma coisa coisa saudade


entrou-me uma coisa para o olho;
uma coisa pequena, uma coisa invisível,
mas uma coisa, de certeza.
esta coisa que entrou
deve ser saudade
porque me pôs o olho pequeno
pôs-me o rosto num rodopio
e o coração num suspiro.
mal entrou, esta coisa esquisita transformou-se em coisa boa,
(porque a saudade aprendida e degustada pode ser um pitéu)
e degluti-a, inteira,
e digeri-a, depois:
num riso impercetível e numa paz respirada.

2 comentários:

Graça Pires disse...

Saudade que pacifica é rara...
Beijo.

Laura Ferreira disse...

beijo Graça :)

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