02/12/15

tão tudo e tudo tão

afiada, a língua fura-me a boca.
nervoso, o coração invade e acelera.
irrequietas, as pernas soluçam e desesperam.
inquietos, os olhos transtornam e ficam negros.

há dias em que tudo que de mim é
é tudo revolto
e tudo tão
e tão tudo.


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