08/01/16

mulheres e estremecimentos



Pois. E as minhas “mulheres” foram selecionadas para o concurso nacional de Teatro.
Não pude evitar um sorriso aberto e um arrepio na pele.  Revisitei palco, deixas, luz e aplausos. Ouvi a música e senti o medo das barrigas. A cantiga dos tacões e a emoção a pairar no ar, com as partículas de pó.
O Teatro arrepia-me. As minhas atrizes arrepiam-me. Abanam-me.
E eu gosto de coisas que me agitem. Preciso delas. Para desafiar a banalidade e a rotina.
Para acordar a quietude.
Quando não tenho Teatro procuro esse alvoroço num livro, num rascunho, nas letras de uma parede. Numa memória. Ou tão simplesmente num refrão.
É disto, que vou fazendo os meus estremecimentos.
E com eles sigo inteira, mais possante.
E que é a vida senão isto?
Uma sucessão de calmas, arremessos, adormecimentos, convulsões.

3 comentários:

Isabel Pires disse...

Que bom, Laura!
Até vais ter um fim-de-semana melhor. Mesmo que chova a potes.
Que estremeças muito. ;)

No Meu Quarto Andar Sem Cave disse...

:)

Parece-me que correu bem. A vida é tudo :)

Maria Eu disse...

Então... Muita merda!!!

Beijos, Laura. :)

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