23/02/16

à noite, quando me deito

tenho conversas fluídas com as estrelas do tecto do nosso quarto.
guardo nas dobras dos sonhos, conversas e olhos que tiro dos dias.
perpetuo no quente do tecido que me tapa, odores, sabores e música.
condenso em rimas ,frases e rugas, histórias da vida
e faço a minha vida com essas histórias.

à noite, quando me deito,
sou uma amálgama de coisas
e quero que estas coisas
façam sempre parte de mim.

4 comentários:

Isabel Pires disse...

Uma revisão do dia... e talvez construção do próximo.

Maria Eu disse...

E o que é mesmo bom é esse tecto ter "nosso" antes.

Beijos, Laura :)

Laura Ferreira disse...

sim, Isabel, ajuda... gosto de rever o meu dia.

Laura Ferreira disse...

mesmo nosso, Maria.
podemos fazer dele o que quisermos...
beijinho

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