16/02/16

poemagens

phot. Koto Bolofo Vogue, 2006

há poemas que me rasgam a língua
me cortam ao meio
e me afogam, depois, em rios de água e correntes d'ar.

e depois ficam quietos
com ar solene
a olhar para os estragos que fizeram.

6 comentários:

eusouassim disse...

Belíssima foto!

Beijos

No Meu Quarto Andar Sem Cave disse...

E Laura há cada estrago! Há palavras que quando conjugadas nos fazem pensar tanto :)

Luis Eme disse...

É verdade, há poemas sádicos. Espera aí, não são poemas são poetas.:)

Isabel Pires disse...

Belos estragos que a poesia te faz. :)

Laura Ferreira disse...

Pois, Luis... às vezes nem eu sei...

Laura Ferreira disse...

Isabel, não me importava de os ter mais vezes... :)

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