(Alberto Manguel, Uma História da Leitura)
Tenho tantas manchas, tantos vincos de amor nos meus livros. Tantos sabores em frases, tantos silêncios guardados em fins de capítulos que, em dados momentos, não quis abandonar.
Tantos estremecimentos de alma e tantos freios de razão.
Sei os meus livros de cor. Sintaxe, cheiro, sabor, repúdio, salvação, dor.
Os livros salvaram-me a vida e enriquecem-me, todos os dias, a vida.






6 comentários:
Laura, a imagem é fabulosa.
Uma das coisas que me ocorreu é que essa ligação tão visceral aos livros de que fala Manguel não acontece com os e-books. O papel leva a melhor. Pelo menos para mim!
Não sei se consegues imaginar o impacto que tem para uma pessoa que gosta muito de livros, que quase os come desde que aprendeu a ler, ter de deixar para trás todos os que acumulou durante décadas. Pois, é uma perda irreparável... Por mais que compre ou que me dêem, não volto a preencher esse vazio.
Não vou tão longe como tu, Laura.
Não tenho livros "salva vidas", mas que são uns excelente companheiros são, até para copos e noitadas.:)
Podia ter sido Pessoa a escrever isso - só ele (em Campos) queria sentir tudo de todas as maneiras...
Muito bonito, Laura!!
Sim Isabel também penso que o papel é insubstituível.
e ainda hoje me farto de comprar livros :)
é uma maneira de dizer, Luis.
se tivesse que escolher "o" objecto preferido, seria certamente um livro.
Obrigada Graça...
um beijinho
Publicar um comentário