10/03/16

virtualmente falando




estarão as relações familiares e de amizade a caminhar, tal como os tempos, para a virtualidade?
eu não gostava nada que isso acontecesse.
imaginem….uma consoada virtual. um abraço virtual. uma jantarada virtual.
uma saída virtual. dias e dias de virtualidade.
likes. beijos virtuais. saudades virtuais.


não, para mim não.
preciso de toque, do som da voz, dos laços ensinados.
não me conformarei só porque a vida corre mais depressa do que nós.
senão, um dia a vida chega a uma estrada em relação à qual se pode ver o fim
e, ao olharmos para trás,
percebemos que ficou tanta coisa por fazer e dizer.

5 comentários:

Isabel Pires disse...

Laura, lamento dizer-te que algumas estão.
Estranhamente, surpreendentemente... Falo da minha experiência, claro.
Algumas amizades que pela quantidade de tempo e investimento se supunham sólidas, enfiam os votos de aniversário, o desmarcar de um encontro, o interesse em saber como vamos, em sms de duas ou três palavras.
Espero que não te aconteça, não é nada bom.

(Ainda não contaste sobre aquela iniciativa em que as tuas mulheres participaram.)

Laura Ferreira disse...

Isabel, assiste-se a isto, cada vez mais... infelizmente.
mas quando começa a acontecer com a família...

(no domingo já trago novidades sobre as minhas mulheres :)

No Meu Quarto Andar Sem Cave disse...

Nada substituí o toque, o olhar e o "estar" mesmo lá :)

Beijinhos

Maria Eu disse...

O tempo é voraz e tantas vezes afasta o toque, o calor da presença. Haja resistência!

Beijos, Laura :)

Laura Ferreira disse...

sim, VZd4 e Maria, e haja imaginação também e persistência, para não deixarmos que as pessoas "se sentem à sombra da bananeira..."

beijinhos para as 2

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