27/04/16

Gosto destas (imprevistas) cantigas que a vida nos traz, inesperadamente.


Tem-me acontecido ultimamente uma coisa engraçada; vou na rua, a caminhar e, quando dou conta, está alguém ao meu lado, vindo sabe-se lá de onde, a caminhar comigo, a par, e assim continuamos ainda algum tempo até que os nossos percursos, naturalmente, se discordam e desligam.
Aconteceu com uma senhora de idade com sapatos de farmácia.
Aconteceu com um rapaz novo de carapuço enfiado na cabeça de estudante.
Aconteceu com uma mulher da minha idade de saltos altos a fazer uma cantiga engraçada na calçada.
Não sei o que pensaram eles; nem sei se pensaram no assunto.
Não são se olharam para mim pelo canto do olho; não sei se sentiram o ritmo do caminhar e se, inconscientemente o acomodaram ao meu.
Sei que achei espirituoso. Tanta gente no mundo, tantos pés. E num breve espaço de tempo, uma cantiga comum.
Gosto destas (imprevistas) cantigas que a vida nos traz, inesperadamente.

4 comentários:

No Meu Quarto Andar Sem Cave disse...

Era mais giro ainda trocarem algumas palavras :) ou sorrisos :)

Beijinhos Laura

Laura Ferreira disse...

:) para a próxima, quem sabe, VZ.

beijinho

josépacheco disse...

A coincidência é, felizmente, muitas vezes maravilhosa.
Ter lido este texto (gostei muito) foi também uma coincidência maravilhosa.

Laura Ferreira disse...

obrigada pela visita José :)

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