10/04/16

guilty pleasure, ou o quadro do menino da lágrima

pois é. já cá canta o quadro do menino da lágrima. um espécime encontrado numa amálgama de velharias e antiguidades, numa loja (em liquidação) perto do Jardim de S. Lázaro.
lá dentro, objectos improváveis e incríveis: livros, revistas, louças, pernas de manequins, bonecas grandes, carrinhos, candeeiros, móveis, enfim, orquestra infinita de objectos, cheiros, passado e histórias intrínsecas.
o quadro em questão (velho e com alguns riscos) deve ter uma boas dezenas de anos e, mesmo não se tratando obviamente de um original, tem toda uma série de marcas que me fazem crer que sim, que já morou noutras casas e já passou por várias mãos.
o menino - pelos vistos há dois - é o menino rico. o menino rico, da lágrima.
não sabia. fiquei a saber ontem, pelo dono da loja, que nos ia conduzindo pelos corredores estreitos, entre a tralha, a cheirar a pó e a antigo.
o meu interesse deteve-se em vários objectos, mas foi este quadro que acabou por prevalecer.
saí da loja com uma sensação incrível (desde miúda que desejava um exemplar) e a pensar onde caberá, na nossa casa, semelhante obra.

há quem pense que sou doida, há.
há quem ache que gostar do menino da lágrima é uma coisa pindérica e foleira.

eu estou muito contente por ter encontrado, ao fim de todos estes anos, um quadro (com uma moldura bem janota, até) deste menino.
ficará, vaidoso, numa das paredes da nossa casa.
não é isto a nossa vida?
adornar paredes, cumprir sonhos, fazermos bocadinhos de nós, felizes?





4 comentários:

Isabel Pires disse...

É isso, Laura, a nossa vida devia ser assim!
Fizeste-me lembrar as minhas visitas regulares ao 'meu' antiquário e alfarrabista... Já lá arranjei umas coisas bem janotas. :)
E mete os rótulos pindérica e mais não sei quê no balde do lixo... Se te faz sentir bem, é isso que interessa.

Luis Eme disse...

Tinha esse quadro (reprodução) no meu quarto, na casa dos meus pais, Laura.

Não sei se ainda está lá...

Laura Ferreira disse...

Isabel, ainda me falta arranjar mais algumas coisas que fazem parte de um rol interminável de coisas que adoro.
E sim, os rótulos não são nada, comparados com a satisfação.

Laura Ferreira disse...

Luis, vê lá se não é um original :)

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