25/05/16

anita


Povoou a minha infância de animais, curiosidades, encantos, singularidades, aventuras e mimos.
Fez-me sonhar e fez-me querer ser crescida e fez-me gostar (ainda mais) de animais.
Fez-me desejar ser hospedeira de bordo, artista de circo, mãe, mulher.
Ensinou-me a apreciar a leitura e a ilustração.
Tornou a minha vida indubitavelmente mais rica.
Ah. E também me fez dizer em criança, que se algum dia tivesse uma filha, chamar-se-ia Anita.

7 comentários:

Isabel Pires disse...

Laura, como sabes - vieste aqui: http://nascernapraia.blogspot.pt/2016/01/henri-cartier-bresson-rapariga-que.html?q=robert&view=classic - em miúda, pelo Natal, pedia sempre um livro da Anita e irritava-me com a substituição por inutilidades, vulgo pijamas, cuecas, meias.
Lembro-me que esses livros eram caros e que os meus pais não tinham possibilidades de os comprar. Uma vizinha, a farmacêutica, é que me deu alguns.
Julgo que recentemente fizeram umas edições mais pequeninas, de menor qualidade e também mais económicas.

Os meus olhos ficavam gigantes a olhar para aquelas imagens. Um mundo que parecia perfeito. Hoje, diria demasiado perfeito, o que é igual a imperfeito.Como era possível correr sempre tudo bem, a Anita e o Pedro serem giros que se fartavam, poderem fazer as actividades que queriam, ter um cão que era tão (im)perfeito que nem um pelinho largava, os miúdos serem bons alunos a tudo e os pais formarem um casal sem mácula de divergência? :))
Mas também é por ter lido aqueles livros que hoje posso emitir esta opinião.

Que bom trazeres-me aqui esta lembrança!

Beijo e bom feriado!

© Piedade Araújo Sol disse...

belas histórias as da Anita

:)

Laura Ferreira disse...

Isabel, fico contente quando aqui trago coisas que sejam boas para as pessoas, nem que sejam sob a forma de lembranças.
Tens razão, a Anita era um outro mundo, demasiado perfeito, demasiado tudo. Mas penso que poderá ter sido isso que também me ensinou a perceber que a perfeição não existe e que é preciso lutar e trabalhar para termos determinadas coisas.
Comigo foi assim. Tive sorte, os meus pais podiam. Mas nem assim as coisas foram fáceis. Havia que lutar por elas. Ainda bem que assim foi, pois dou muito valor ao que consigo por mim.

Bom feriado e beijinho

Laura Ferreira disse...

as histórias e os desenhos, Piedade. :)

Graça Sampaio disse...

Fez as maravilhas das minhas filhas e também gostava especialmente dos desenhos. Ainda há muitos cá por casa...

Laura Ferreira disse...

eu comprei um ou dois há bem pouco tempo, Graça :)

Miss Smile disse...

Eu guardei sempre a minha coleção, como se de um tesouro se tratasse. Estimei-a de tal forma que, um dia, oferecia-a à minha filha. Contudo, os livros não tiveram para ela o mesmo impacto que tiveram na minha infância.

Um beijinho, Laura :)

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