03/05/16

as voltas que a vida dá (ou não)


Há dias em que não me sinto preparada para as voltas que a vida pode dar.
Não, não sinto. Acordo fraca, com olhos de menina, com braços a pedir abraços.
Tateio o chão, a medo, e nunca vou muito além da minha zona de conforto.
Nesses dias gosto de ter contacto com aqueles que me são próximos; a familiaridade acalenta-me e acalma-me o turbilhão de medos inusitados.
Nesses dias gosto de sentar-me ao fim da noite e deter-me a olhar para a extensão de noite que absorve vales, montes e casas.
E nesse mar de breu estendo medos, sacudo desvarios, espanto tonteiras.
E vou deitar-me mais apaziguada.
Embalada com as vozes que colecionei, de dia.
Embalada com as mãos que apartei, da noite.

6 comentários:

S disse...

Que bonito Laura!
:)

Isabel Pires disse...

Como te compreendo, Laura. :)
Se não sabes, acredita que isso tudo pesa muito mais quando a vontade da quarta linha não se pode concretizar.
Gostei especialmente desta 'confissão'.
Beijo

Laura Ferreira disse...

obrigada S :)

beijinho

Laura Ferreira disse...

é Isabel, confesso-me aqui muitas vezes...

beijinho

No Meu Quarto Andar Sem Cave disse...



Suave :)

O conforto de quem se conhece traz sempre uma certa paz :)

Beijinhos

Laura Ferreira disse...

traz sim, VZd4.
há dias que sabe tão bem...
:)
beijinhos

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