12/10/16

ainda dos livros


Há dias conversei, com um conjunto de pessoas, sobre o ler em papel e o ler num qualquer suporte eletrónico.
Foi engraçada, a conversa; deu para perceber que há gente, como eu, que não dispensa o manusear do papel e o cheiro dos livros.
Outras há que já não compram livros; sujeitam-se aos e-books disponíveis em sites.
Foi curioso ouvir a história de alguém que compra livros em alfarrabistas. São mais baratos e pelos vistos há-os em grande número, em edições até muito recentes.
Depois fui para casa pensar numa das minhas estantes de livros que está meia manca por causa do peso. Um dia uma das suas prateleiras veio a baixo e levou, solidariamente, as outras.
Gosto tanto dela, da minha prateleira de livros. Não concebo a minha casa (ou qualquer uma outra que um dia venha a ter) sem ela.
Os livros fazem parte da nossa vida.
São excertos de pele e são, eles próprios, vida.
 Tenho livros com quem tenho relações amorosas. Com direito a beijos, caricias, conversas em surdina e olhares apaixonados.

7 comentários:

Gaja Maria disse...

Para mim, os livros em papel é que são livros, os outros são outra coisa diferente :)

luisa disse...

Também sou do papel. E sou possessiva. Não gosto muito de os emprestar. Talvez porque alguns emprestados nunca mais voltaram. Uma verdadeira traição. :)

Isabel Pires disse...

Laura, até há data, apenas li um livro e meio em suporte electrónico. Não tinha outra hipótese. Foi e está a ser uma experiência diferente. Adaptações que fazemos.

Gosto do papel, até para escrever, como há pouco tempo confessei.
Dos livros que leio, alguns compro, outros requisito na biblioteca e ainda outros são emprestados por amigos.

Por razões inerentes a alterações da vida, passei a ter uma relação menos romântica e apaixonada com as casas com livros.
Os meus ficaram para trás e aos poucos organizo uma nova biblioteca, mas com maior distanciamento afectivo, o que não considero necessariamente mau. Aliás, tudo o que as minhas casas têm actualmente de material, e que propositadamente é manifestamente menos, obedece a uma lógica menos permeada pelo afectivo.

Laura Ferreira disse...

GM pois os outros acho que nem se deviam chamar de livros...

Laura Ferreira disse...

Luísa eu também não...
agora até os assino. só empresto mesmo a quem tem com eles idêntica relação...

Laura Ferreira disse...

pois, Isabel entendi.
como dizes, e bem, não quer dizer que seja mau, muito pelo contrário.
agora deixaste-me a pensar; será que algum dia conseguiria deixar os meus livros para trás? acho que sim. às vezes tem mesmo de ser.

Isabel Pires disse...

Laura, há poucas coisas que não somos capazes de fazer e deixar coisas para trás não é uma delas.

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