18/11/16

não me calo, não.

nunca. no que toca a injustiças.
trabalho na mesma casa há quase trinta anos.
neste momento sou tratada como um número.
não tenho rosto. só meia dúzia de dados informatizados
que são tratados como os outros milhares que pertencem à mesma empresa.

(vi nascer esta casa. ajudei no parto. andei com ela ao colo. estive em todos os momentos oficiais e importantes.
dói-me muito ver que estão a tentar matá-la.)

14 comentários:

S disse...

Já estive na mesma posição e custa muito!
(no meu caso a 'casa' foi ao ar...)

Carla disse...

É uma dor na alma ver estes assassinatos em câmara lenta.
:(

Isabel Pires disse...

Laura, eu aprendi a restringir a parte relativamente à qual falo, que é muito pouca. Pouca, mas a fundamental. Sendo pouca, é para ela que canalizo as energias quando necessário.
E proceder assim não corresponde a anulação, a falta de força e outras coisas que tais. É uma questão de sanidade mental e de sobrevivência.

conta corrente disse...

Eu detesto ser um número...

Graça Sampaio disse...

Até dói!! E acontece cada vez mais!

Beijinho, minha querida.

Mar Arável disse...

Que nunca lhe doa a voz
Bj

Laura Ferreira disse...

S, acho que é isso que vai acontecer com esta...

Laura Ferreira disse...

Carla, e o pior é que não podemos fazer nada.

Laura Ferreira disse...

tento fazer isso, Isabel.
mas com as coisas que me dizem muito, às vezes é difícil criar um distanciamento...

Laura Ferreira disse...

CC, também eu.
dói-me muito.

Laura Ferreira disse...

Graça, infelizmente é o que temos, nos dias de hoje.

Laura Ferreira disse...

Mar, hei-de falar até ficar sem voz.

Gaja Maria disse...

Compreendo-te tão bem....

Laura Ferreira disse...

GM, há dias em que custa menos.
infelizmente vou-me habituando.

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