22/02/17

da terra de mim

(autor desconhecido)

Não sei que andei a fazer esta noite; provavelmente andei a caçar criaturas pequenas que saíram dos livros da minha infância e que ainda me povoam os caracóis dos cabelos; terei andado a unir as partículas de pó do escritório desarrumado…
Sei que acordei, hoje, com uma necessidade espetacular de solo, de me ser fecunda.
Se me metesse hoje numa terra lavrada, brotar-me-ia vida da pele dos membros e da pele de tudo.

Amanheceria, amanhã, vertida numa árvore pequena, vestida de menina.

11 comentários:

Moonchild disse...

poesia, pura poesia saída desses dedos!

boa noite

-___-

ana disse...

como acredito em cada palavra tua :)

SILO LÍRICO - Poemas, Contos, Crônicas e Outras disse...

Há poesia concreta
E concreta poesia
Naquela fotografia
cuja mensagem é secreta.

Seria a mão indiscreta
sob a mão que não se via
(Sobre a pele macia)
Buscando a Ilha de Creta?

Minha alma analfabeta
Nada lê, porém se afeta
Quando encontra poesia

E ela achou que algum poeta
Sem ter critério nem meta
Transmite o que ele sentia.

Grande abraço. Laerte.

Andreia Morais disse...

O texto está fantástico!

Gaja Maria disse...

Lindo como sempre. Beijinho Laura

Laura Ferreira disse...

Moonchild tarde boa, agora, ainda com sol quentinho :)

Laura Ferreira disse...

Ana, gosto disso, que acredites :)

Laura Ferreira disse...

Laete, obrigada.

Laura Ferreira disse...

Andreia, gosto quando gostam do que escrevo :)

Laura Ferreira disse...

GM, beijinho grande para ti :)

luisa disse...

Que vida bonita seria!

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