26/05/17

colagens


Ergo à minha volta um muro invisível.
Um muro que vede palavras, energias. Menos boas.

Um muro que me permita espreitar e saltar sempre que me apeteça, para dentro.
Para dentro do meu espaço, para dentro dos meus livros, para dentro da minha escrita, para dentro do meu trabalho.

O meu muro tem colagens nas paredes.
Tem arte que fui colecionando durante os anos: imagens de filmes antigos, recortes de fotonovelas, excertos de bilhetinhos das minhas pessoas, pautas de Bossa Nova para guitarra, uma ou outra receita da minha avó Amélia que tinha muita mão para a cozinha.

Acho que foi por isto tudo que hoje comprei um “livro de mercearia” para começar a fazer as minhas colagens.
Sempre as fiz, em cadernos dispersos, em folhas ávidas de pressa, à socapa, no trabalho.
As colagens fazem parte de mim desde que me conheço.

E desta vez apetece-me fazer colagens diferentes.
Será que é porque finalmente mudei algumas coisas de sítio, na minha vida, e quero materializá-las de alguma forma?

10 comentários:

CCF disse...

Não sei responder à pergunta mas sei que também queria um muro assim, um muro invisível capaz de me guardar e proteger.
~CC~

Luis Eme disse...

(também tenho montes de imagens à espera de um livro desses, Laura)

É uma boa e inspiradora ideia. :)

Gaja Maria disse...

Para que as memórias nunca te falhem, além disso será com livro com história. A tua :)

Andreia Morais disse...

Talvez seja!
Fantástico, como sempre

luisa disse...

É para compilar colagens do muro ou para começar a colar novos recortes? O que for, será bom, estou certa.

Graça Pires disse...

Pode ser um espaço de sobrevivência emocional para quebrar a rotina...
Uma boa semana, Laura.
Um beijo.

Janita disse...

Todos temos o nosso muro invisível que nos protege, por vezes, até de nós mesmos.
As colagens já são algo só teu, Laura, espero que te tragam paz e a realização pessoal que anseias.

Um beijinho.

vitalina de assis disse...

Oi...

Nossas vidas são cheias de recortes,muros e muitos deles a nos proteger-no ou isolar-nos do nada, pois nada pode verdadeiramente afetar-nos.

Repensar atos e deixar novas cores e tons ditarem o novo, é sinal de travessia e esta novidade se encontra diante de ti.

Sorria sempre. Abraços.

Graça Sampaio disse...

Isso é que é organização mental (e da outra)! Eu guardo os recortes por aí em pastas e assim e depois esqueço-me deles. Quando os (re)encontro é uma alegria.

redonda disse...

eu faço as minhas colagens com alguns posts do blogue :)
(esses cadernos devem ficar super especiais)

um beijinho

Gábi

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