19/07/19

coisas

Desde há uns anos para cá que adotei a mania de falar nas coisas só depois de elas acontecerem.
Acho que esta é uma das decisões que se tomam com o avançar da idade.
É cauteloso, mas também pode perder a intensidade do momento.
Tem as duas faces. Mas também quase tudo tem dois pontos de vista.
Só a minha cabeça é que não. Podia ter dois. Mas tem várias dezenas.
Acordar todos os dias na minha cabeça é uma coisa que pode ser uma aventura ou um pesadelo.

4 comentários:

Victor Barão disse...

Minha amiga Laura, da minha humilde perspectiva diria que a vida é, de base, dual em si mesma (amor e ódio, alegria e tristeza, liberdade e reclusão, independência e dependência, prazer e dor, enfim, no limite vida e morte). Só que se como refiro atrás, os pólos dessa dualidade já são diversos de per si, então as variantes de entre todos e cada um desses pólos são multiplamente infinitas em efectivo ou pelo menos em potência. Agora que, sem qualquer sentido pejorativo, se acaso bem mesmo pelo contrário, na por norma multifacetada cabeça duma mulher, no caso concreto da Laura, a própria dualidade da vida, com todas as suas intermédias variantes, pode ser mais "aventura" ou mais "pesadelo"... já é algo tão misterioso quanto a própria Vida _ digo eu!... ;-)
Abraço e bom fim-de-semana
VB

Andreia Morais disse...

Como te compreendo, até porque partilho esta postura. Salvo raras exceções, também é um hábito que adoto por precaução

Graça Pires disse...

Não sei se é da idade, mas cada vez uso mais essa forma de falar das coisas. Depois de acontecerem são mais verídicas…
Umas boa semana, Laura.
Um beijo.

Maria Eu disse...

Ah, mas essas são as cabeças mais interessantes, Laura!

Beijo :)

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