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30/04/15

família

Com a família somos sempre pequenos ainda que já sejamos grandes.
Há sempre a memória de uma brincadeira, de um diminutivo, 
de uma palavra errada que se dizia em bebé.
Com a família acontece, por vezes, uma catarse de deliciosa estupidez, 
como se de repente voltássemos à era dos bibes e das coisas idiotas e genuínas.
Com a família desfolha-se, quase sempre, o álbum de retratos retratados em boas (e tantas) memórias. 
Canta-se o inaudível e as mãos parecem sempre dadas ainda que estejam longe.
Com a família fala-se uma linguagem única, típica e universal.
A linguagem dos bolos Cristina, dos carrinhos de choque na feira, das roulottes cheias de tralha no campismo, do Cebulório e da jogatina, a altas horas.
Os cabelos parecem ter o mesmo cair e as vozes têm uma toada similar.
As vogais abrem-se da mesma forma 
e as expressões partilham-se quase ao mesmo tempo.
Com a família tem-se uma relação a tempo inteiro e um casamento para a vida.
Com a família somos sempre nós.
O coletivo, o individual, os caracóis, os dedos entrelaçados, 
os corações a falar a mesma língua.
Com a (minha) família é assim. E que bom que é.
 


20/06/14

DIA DE

sim hoje é dia de matar saudades da família.
(que são muitas)

04/05/14

mãe

porque agora sou eu que te trato
te mimo
te embalo
te beijo com lábios de filha
e te protejo com colo de mãe.

porque o teu cheiro está na minha pele
e porque é o perfume que me fica melhor.

porque és a minha Mãe.
e, no meu dicionário, ainda não consegui encontrar palavra
para descrever tal Amor.

10/04/14

irmãos


IRMÃO (Lat. Germanu), s.m., Dádiva, bênção. Nome dado àqueles com quem temos uma ligação que se faz para além do sangue e da pele. Cheiro de familia. Caso sério de amizade. Brincadeira. Trocadilhos. Braço, perna, mão. Prolongamento do amor. Despertar do coração.
Aqueles que nos acolhem com trovoada e nos matam as aranhas quando temos medo.
Aqueles a quem contamos segredos incontáveis.
Aqueles com quem mastigamos conversas e saboreamos opniões.
Aqueles com quem ouvimos música, como se fosse (sempre) a primeira vez.
Aqueles que lêem as nossas sobrancelhas, rugas, dores de barriga e dores de coração.
Aqueles que nos dizem Sempre quando umas calças não nos ficam bem.
Aqueles que dão um abraço com braços, palavras e sabor.
Aqueles que são um bocadilnho filhos e um bocadinho pais.
Aqueles que têm um colo sempre, para nós.
Aqueles a quem damos a mão e sabemos como foi a vida inteira.
Aqueles que nos abrem a porta nos momentos mais dificeis e nos dão uma cama branca, lavada, com cheiro a paz.
Aqueles por quem fazemos kilómetros, choramos continentes e rimos o mundo inteiro.
Aqueles que nos ensinaram a palavra Incondicional.
Aqueles com quem vi o Corcovado pela primeira vez.
Aqueles que me fazem doer a alma, de riso, de espanto, de carinho de calor.
Aqueles que me transbordam o coração só porque o amor que sinto às vezes é demasiado para caber lá.

28/07/13

família



hoje foi dia de família.
hoje foi dia de saudade, de coração pequeno.
hoje foi dia de abraços e amor.
hoje foi dia de família.
dos meus maiores amores.
(e hoje foi dia de sentir a tua falta.)

14/07/13

as minhas meninas


provavelmente, dos casos mais sérios da minha vida.

pais

vocês vão. para o quente. para o mar. eu fico feliz. mas fico sem o vosso colo.
falta-me o cheiro, o sabor, o vosso amor.
vocês vão. eu fico feliz.
mas a miúda que há em mim chora de saudades todos os dias.
até já.

12/07/13

irmãos

Os irmãos são o despertador do nosso coração.


São o fio do cabelo que nunca cai.

São o dedo da nossa mão, aquele que é mais preciso.

Os irmãos acabam as nossas palavras e começam as nossas conversas.

Os irmãos comungam da nossa alma e estão... tatuados na nossa pele.

Os irmãos somos nós, ao avesso, de pernas para o ar.

A rir, a chorar, a resmungar, a gargalhar, a fungar, a bater palmas ou a correr desenfreadamente na relva.

Os irmãos são assim.

Porque são, tão somente, um prolongamento da nossa vida.


27/05/13

há uma cantiga em surdina
há brincos de princesa no jardim
há carreiras de familia de formigas unidas, igual à minha.
há uma porta que range com o som de antigamente
há uma voz que ri o que já não pode ser gargalhado.

há doce de abóbora
há cheiro de líquido de limpar pratas
há supertramp a tocar
há o carro do pai a estacionar na garagem
há barulho de agulhas a bater; a avó tricota na janela, ao sol.

há uma cadela de pelo encaracolado que nos ama a cada dia que passa
há irmãos que riem, leves
há uma mãe com voz e coração macios
há um pai com voz forte e segura
há canções dos tachos e dos pratos e da água na cozinha
há primas estendidas na nossa vida
que partilham somam e seguem (sempre connosco)
há livros nas estantes, flores nos canteiros,
piadas nas palavras e esperança nos olhos.
há um tempo que escorre felicidade
e se evapora em momentos felizes.

há tanta coisa que já não há.

e há: a minha memória, que nunca deixará.
de haver.

12/03/13

para a minha mana Kiki que faz hoje 50

Ela é pequenina. Sempre foi. Quer dizer. Em bebé tinha bochechas que apetecia roubar. Trincar. Guardar para todo o sempre rente ao coração.

Mas sim. Tem algumas coisas pequeninas. A altura. Os olhos. O carro. Os sapatos.

Tem tanta coisa grande…

Como é que se escreve um texto, com nexo, para ti?

Lembras-te quando me tiraste sangue pela primeira vez? Fizeste uma borrada completa. O sangue saltava por todos os lados, esguichava da seringa….

Comigo é igual. As palavras saltam por todo o lado. Esguicham do coração.

Contigo é assim. É uma questão de coração.

Que te digo, Lulu? Kiki… Que te digo?
Acho que já te disse tudo. Todos os dias te digo.
Porque todos os dias tenho noção – e agradeço – ter-te comigo, entre nós. Ter o mesmo sangue a correr desvairado nas veias. Ter os mesmos caracóis. Ter a mesma música no coração.

Contigo é assim. É uma questão de música. No coração.

Todos os dias agradeço:
escrever palavras contigo: felicidade. Caminho. Família. Futuro. Amizade.

Lembras-te? Do postigo da casa das Antas? Da cor do entardecer através dele? Da torta de morangos no dia seguinte? Do relógio da copa que hoje mora em casa da Ró? Do barulho dos matrecos na Feira? Do cheiro da nossa mãe?
Das coisas pequeninas que a nossa mãe nos ensinou a amar?

Que te digo, Lulu? Kiki… Que te digo?
Que quero ficar sempre perto de ti. Sentir o cheiro da tua pele e conhecê-lo entre milhões de cheiros. De sentir o arrepio da familiaridade. De adivinhar sombras nos teus olhos e partilhar sorrisos.

Lembras-te? Da risota antes de adormecer, nas Antas, nas camas de princesas.
E das conversas tão pouco princesas….

Quero dar-te a mão e quero pedir-ta.
Quero ajudar-te a subir estádios e ajudar-te a recuar, por vezes.
Quero que faças o mesmo comigo.
E quero, quero muito:
Fazer trocadilhos, beber minis em Caminha,
ter a minha pele morena ao ritmo do moreno da tua
ver coisas, muitas coisas, o mundo tem tanto, e os nossos olhos conseguem arrebatar tanto…

Lembras-te? Já demos tantos abraços na vida. Tão diferentes. Um dia escrevo-te uma história sobre os nossos abraços.

E quero, quero muito:
Contar Natais, manifestações, bifes, copos
compras, exposições
decisões, partilhas,
lágrimas, risos.
Quero estar sempre lá. Como um lar.
Quero estar sempre rente. Como um sinal da pele.

Lembras-te? Da nortada em Espinho, das estrelas no Algarve, do cheiro do Rio, dos barulhos no Alentejo, da respiração pequenina do Xico, bebé, no berço?... Gosto de colecionar ruídos contigo. Ruídos de vida.
A música da nossa história.

Como é que se escreve um texto, com nexo, para ti?

Misturo tudo. Tenho o coração a mil, o amor a ferver, a inquietude dos momentos em que se dizem coisas importantes.

E quero, quero muito:
Que a tua vida tenha sempre tudo o que conquistaste, por ti:
Musica, sol, honestidade, persistência, coerência
e pessoas, muitas pessoas, por perto;
as que te amam e que te merecem .
E paz. Aquela paz que conseguiste e que tem a cor do entardecer de Caminha, no Verão,
aquela paz despenteada, como as tuas sobrancelhas,
aquela paz congruente como o piano sólido do “Hide in your Shell”…

Eu serei uma dessas pessoas, que te seguirá aqui e seja onde for.
Seguir-te-ei até se acabarem os tempos.
Reconheço o teu cheiro, lembras-te?
E não posso, como poderia, viver sem um braço…

Gosto de romãs, manhãs, talismãs e irmãs.

29/01/13

porto gil vicente, e a minha mummy a dominar

ontem o fcp jogou.
o meu pai tem a mania que percebe de futebol.
mas a minha mãe dá-lhe cada baile que ele até bate mal.
isto porque a minha mãe lê jornais.
e sabe dos passes, das entorses, das viagens, dos cartões que ainda não chegaram,
quem fica no banco, quem fica amuado, quem tem brinco novo, etc.
ontem foi um fartote vê-la dizer os nomes todinhos dos jogadores que iam jogar.
ó Natércia, tu percebes lá alguma coisa de futebol.
depois o comentador confirmou.
depois o meu pai engoliu em seco.
depois a minha mãe piscou-me o olho.
depois eu ri-me à gargalhada. 

18/01/13

pais

o melhor do meu dia hoje?
ver os olhos dos meus pais, nublados, com cataratas de meigos, a rir com as minhas histórias.
um jantar a três, em certos momentos a um, tamanha é a sintonia.
hoje disse-lhes que ainda preciso muito deles.
passei-lhes essa responsabilidade.
- quero-vos muitos anos a tomar conta de mim.
acho que vão deitar-se a pensar nisso.
eu vou deitar-me a pensar no morno dos laços, do cheiro a pais, da mesa com a toalha de décadas, da árvore de natal que lá mora há mais de 10 anos, do brinde com a "Porca de Murça".
vou deitar-me enlevada pelo amor, embriagada pelo amor.
pelo amor incondicional dos meus pais.
dos meus filhos-pais. dos meus pais-filhos.
extensão do meu coração.

11/01/13

56 anos de casados

nestes dias assim estou feliz por eles. e estou feliz por ainda os ter perto de mim.
sei que não posso pedir mais 56.
e hoje em dia eu sou pai e mãe e eles são filhos.
gosto muito destes meus filhos.
de lhes ver os olhos brilhantes quando os levo a jantar.
de pensar que sou um prolongamento deles.
de pensar que hoje sou eu que lhes dou colo.
mas depois vem a vida e encarrega-se de me mostrar
que eles, afinal, ainda têm o colo disponível para mim.
e é o colo que eu gosto mais de todos os colos.
o colo dos meus pais-filhos.

23/11/12

mana

esta minha mana minha é dos casos mais sérios da minha vida.
é a extensão da minha alma e do meu cabelo.

08/11/12

pois é... isto vai ocupar a parede da cabeceira
da minha cama.
a minha definição de felicidade.

06/11/12

papy, mumy and me

Gosto de jantar a 3 com os meus pais.
É dessa forma que os absorvo, leio e contemplo.
Que lhes sirvo a comida e o vinho.
Que lhes conto as coisas pequenas do meu dia que para eles são coisas grandes.
Que os faço rir e arregalar os olhos com histórias e projetos.
Gosto de fazer dos jantarinhos simples, com os meus pais,
verdadeiros acontecimentos que ficam naquele cantinho da memória.
Das coisas boas.

26/07/12

Dida

Ontem levei a Dida a jantar fora.

A Dida é sogra do meu irmão. Mas isso é a ultima descrição que eu faria dela.
A Dida é minha amiga há perto de 30 anos. “Mãe 3ª”, como lhe chamava.
Encontrava-me com ela no Majestic, todas as sextas, tinha eu 15 anos, com as minhas borbulhas a implodir e as hormonas a querer saltar mais do que eu. E ela, elegante, pequenina, de óculos escuros, elegante, a ouvir as minhas histórias, a manchar a chávena de batom vermelho.
Dormia no quarto dela aos 18, ao lado da cama dela, num colchão.
Passei férias com ela, anos e anos, de praia e forrobodó. Férias de Natal com a família aquecida e estupidamente junta.
Atravessei com ela doenças e desilusões. Perdas incalculáveis e chegadas felizes.
Eu fui crescendo e ela ficando mais pequenina.
Ontem levei-a a jantar só comigo. Brindamos a nós. Ela de olhos húmidos pousados no presente mas com o passado a turvar-lhe a voz. Eu de olhos húmidos por à minha frente, estar a mesma Dida.
Elegante, pequenina, risonha, determinada.
Falamos de netos e de filhos. Dos dela. De gatas. De comidas. Da empregada Luisinha que é uma joia. De novelas da TVI.
Foi como se estivéssemos estado juntas ontem,. No majestic.
Eu até ia jurar que ela ainda estava com o mesmo batom…

01/07/12

me and you

juntas na música, na vida, na alegria e na tristeza.
(festa de garagem, karma, 30/06/2012)

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