05/11/15

uma coisa coisa saudade


entrou-me uma coisa para o olho;
uma coisa pequena, uma coisa invisível,
mas uma coisa, de certeza.
esta coisa que entrou
deve ser saudade
porque me pôs o olho pequeno
pôs-me o rosto num rodopio
e o coração num suspiro.
mal entrou, esta coisa esquisita transformou-se em coisa boa,
(porque a saudade aprendida e degustada pode ser um pitéu)
e degluti-a, inteira,
e digeri-a, depois:
num riso impercetível e numa paz respirada.

04/11/15

dúvida existencial

não sei que faça aos milhares de pequeninos fragmentos de ti
que moram no meu corpo, em forma de saudade.

das nuvens e das miúdas


quando era miúda olhava para as nuvens
e pensava que elas se mexiam, por vezes, tão rapidamente.
hoje, quando olho para as nuvens com olhos de mulher,
penso muitas vezes que a minha cabeça, em certos dias,
corre mais do que todas as nuvens do meu céu.

02/11/15

a guerra dos tronos


Para bem do meu lazer e mal do meu tempo livre, comecei ontem a ver “a guerra dos tronos”.
E lá fiquei um bom bocado interessada na série, tendo consumido os primeiros 3 episódios da 1ª temporada.
Já tinha ouvido falar nela, tantas vezes. Lembro-me de, há tempos, ter dito que me fazia falta uma série de televisão que me prendesse.
Pois aí está, menina Laura.
Agora aguente-se à bronca.

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