11/11/15

o que queres ser quando fores grande, laura?




Eu gostava muito que me fizessem perguntas, quando era criança.
Quando era criança, uma vez perguntaram-me o que é que eu queria ser quando fosse grande.
E eu respondi.
Hospedeira, escritora e esquisita.

10/11/15

e se? e se? e se?

e se eu começasse a contar os "e se" que atravessam, todos os dias, a minha mente?
e se as cadeiras voassem?
e se os governos fossem justos?
e se ficássemos mais magros com um piscar de olhos?
e se fôssemos capazes de nos tele-transportar para o verão?
e se os animais fossem eternos?
e se a velhice se vestisse de justiça, amor e serenidade?
e se os cabelos não ficassem fracos?
e se o nosso planeta fosse respeitado?
e se os pais ficassem sempre conosco?
e se o amor das nossas vidas caminhasse sempre ao nosso lado?
e se ser feliz fosse obrigatório?
e se as escolas falassem e os professores fossem felizes?
e se a educação e a cultura fosse um bem de 1ª necessidade?
e se a desonestidade e a ambição fossem banidas, com um apito?
e se aos corruptos nascesse um nariz e aos mentirosos crescessem as orelhas?
e se eu não fosse lírica e utópica?

podia não ser, podia.
mas não era a mesma coisa...




quem sabe passamos a ver as coisas por um ângulo diferente.


06/11/15

iac....



arrepio-me, de mau, com:
alturas, aranhas grandes,
sangue a espichar na “guerra dos tronos”
melgas-tipo-avionete
giz a riscar a ardósia com ar de mau
intrigas, trovoada,
lombrigas e demais familória dos intestinos e afins

que me faltem os que amo
que me faltem as minhas gatas
que me falte a rita lee

mas, arrepio-me mais ainda
com um arrepiamento ainda mais escancarado

com o poder
sonso, sinistro e sorrateiro 
de certas pessoas.

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