15/02/16

Boguslaw Strempelby


será que já chouveu tudo?

(autor desconhecido)

metade de mim já está à espera da primavera.

13/02/16

o amor consegue, às vezes, ser tão infinitamente bonito.

phot. by lisa wassmann

estou a contar os segundos para que chegues.
a casa respira o teu nome, a nossa cama fala a língua da tua paz.
os móveis e os brinquedos e os lápis dialogam entre si, com a vida que lhes ensinaste.
o pó dança nas sombras e o amor materializa-se nas paredes e nos quadros.
eu, ando entre divisões, a divisar momentos e memórias que lhes emprestei.
às vezes falo sozinha. às vezes rio sozinha.
pego num lápis e rabisco um projeto.
pego num livro e guardo-lhe, dentro, uma viagem de conversas.
às vezes sinto o cheiro da nossa vida.
às vezes falo fininho e assobio e rodo uma dança pequena
e às vezes sinto o abraço grande dos teus braços grandes.
é bom sentir estas coisas pequeninas que advêm do amor.

o amor consegue, às vezes, ser tão infinitamente bonito.

12/02/16

hoje gostava de ser tecido.


my photo.

benfica-porto, arroz de brócolos e telefonemas da minha mãe


Hoje é dia de jantar nos pais.
Também é dia de Benfica-Porto. Ou seja, dia de ter a televisão aos gritos, durante o jantar, porque o pappy ouve um bocadinho (muito) mal.
Portanto, dia de “cavalgaduras”, “animais do presépio” e outros nomes, pouco próprios, para escrever aqui.


A minha mãe já me ligou 2 vezes.
Uma era para saber se gosto de arroz de brócolos. Outra para dizer que a minha irmã também vai jantar.
Se bem a conheço há-de ligar-me outras tantas.
Sempre que o faz, põe-me um sorriso nos lábios.
Estes telefonemas pequeninos, da minha mãe, são beijos com o cheiro dela e com o morno da pele das mãos.

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