05/04/16

bloqueio do facebook

nunca tinha sido. não sei porque fui (segundo eles, porque coloquei material não próprio)
e, como diria o meu eterno Rhett Butler "frankly my dear i don't give a damn".

densidades várias, de várias coisas

há dias em que tenho várias densidades de várias coisas.
de humor, de vontades, de alegria, de nostalgia.
curioso é quando certas densidades (opostas) de encontram
mas, vendo bem, nada tem de curioso,
porque nesses dias sinto-me implodir  
numa combustão surda e impactante
que me tortura sentidos e flagela a atenção.

certa vez nadei num mar morno com duas densidades:
uma antes e uma depois dos bancos de corais.
a mesma água, o mesmo oceano, vertidos em dois tons inimitáveis;
guardo esse azul, essa barreira, esse morno, essa cortina infinda de peixes
como uma das reminiscências mais belas que tive a graça de presenciar.

guardo-a com a forma da emoção
empurrada pela razão
na parede mais leve da alma
aquela cujo tecido precisa de ser ameigado e muitas vezes revisitado.

a memória deste azul
já me tem ajudado a desvanecer 
densidades mais escuras.



04/04/16

séries

pois.
já são 4.
quando começar "A Guerra dos Tronos" serão 5.
Vinyl, The Vikings, The Honorable Woman e , desde ontem, The Knick.
Bem, uma série passada no ano 1900, num hospital de Nova Iorque.
Uma magnífica realização do grande Ssteven Soderbergh. Promete, ai isso promete.
Ontem vi 2 episódios. Hoje verei mais 2.
Ando a dizer-me desde ontem: Laurinha deixa-te lá de séries de televisão que tu tens muito que fazer.
E tenho.
Mas há paixões que são mais fortes.

03/04/16

primavera

está cinzento, frio, chuva.
mas a Primavera está instalada nos mais pequenos sítios de mim.




01/04/16

a estante dos amores


Passou grande parte da vida a misturar amores.
Punha tudo no mesmo saco: pessoas, família, sobremesas, viagens, livros, perfumes, filmes, animais, flores, paredes e batons.
Um dia alguém lhe explicou que na vida, às vezes, é preciso arrumar, literalmente, as coisas; desarrumá-las, mexer-lhes, ouvir-lhes a voz surda, demorar-se nelas e aí sim, catalogá-las e arrumá-las nos seus devidos lugares.
Deu-lhe uma trabalheira danada. Houve coisas que lhe gritaram não querer sair do seu lugar. Houve coisas que se zangaram com ela e lhe voltaram as costas.
Houve algumas que simplesmente se deixaram ir, sem qualquer intento de regressar.
E depois houve aquelas que lhe beijaram as mãos e lhe deram abraços sentidos e com ela entoaram cantigas-de-bem-viver. Simplesmente porque mudaram de sítio e passaram a estar mais serenas e vocacionadas. Passaram a respirar melhor e a fazer menos esforços. Passaram a perfilar-se, vaidosas, em estantes iluminadas e frescas. Contentes por poderem ser revisitadas e apreciadas.
Hoje em dia coleciona amores robustos, ordeiros, elegantes e parceiros.
E, sobretudo, muito bem arrumados.

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