09/05/16

coisas de vida a séio


dizem-lhe que no término da sua zona de conforto existe ainda um vasto areal onde a água não avança e o vento não chega e a desilusão não se habilita.
como é uma rapariga que gosta de bonanças, nunca se aventura além das circunscrições certinhas do referido areal.
ainda que saiba que mais além
o sol brilha com a intensidade de uma estrela fulgente
e o vento brisa com reverência e encanto
e a desilusão planta, nos rostos de quem aí vive, marcas de vida a sério,
daquela que vale (mesmo) a pena viver.

metade da minha metade

está numa metade que ainda não conheço.

06/05/16

chuva

todas as pessoas que encontrei, hoje, no elevador
tinham cabelo de chuva
cara de chuva
olhos de chuva.
e tinham guarda-chuva.

não sei se é por ser sexta
mas aqui à minha volta
faz um sol do caramba.

às sextas tenho sempre vontades várias.


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