06/06/16
Little Miss Sunshine
Ultimamente não tenho tempo para ver filmes.
Desdobro-me entre ensaios, estudo, pais e a minha família.
A box acumula séries e dois livros novos estão pousados na mesa-de-cabeceira à espera de melhores dias.
Quando me disponho (e consigo) ver alguma coisa na televisão é uma festa e faço por escolher títulos que vão de encontro ao que mais gosto.
Embora não seja grande adepta de comédias (na verdadeira aceção da palavra), há-as que me enchem as medidas – as que são um bocadinho negras e bizarras.
O filme que vi na semana passada encheu-me as medidas, sim. Todas.
“Little Miss Sunshine”, de Jonathan Dayton e Valerie Faris é um road movie com um elenco soberbo e uma trama bizarra, que desenrola com consistência e seriedade.
A comédia é bem medida e os temas abordados são de enorme relevância e estão muitíssimo bem explorados.
Entre riso, emoção e lágrimas, a história deste filme adensa-se em diálogos, imagens, música e personagens.
Posso dizer que ri, chorei, fiquei estupefacta e, quando o filme acabou, pensei que bom que é ainda haver obras como esta que me estimulam e sobretudo trazem algo de novo às nossas vidas.
Assim vale a pena.
https://www.youtube.com/watch?v=VWyH_twcMl0
04/06/16
quiet saturday
ao longe, Serralves em festa. os preparativos do Primavera.
a festa da regueifa. os jardins floridos e as flores, gaiatas, a darem-se ao mundo numa orgia de cor.
as cidades ao sol. as pessoas na rua. uma inquietude boa, que a chuva teimou em fazer ficar.
aqui, na mesa da minha sala vertida em silêncio de pessoas, a cadência ritmada dos meus afazeres:
a mão da literatura para apertar, a mão dos ensaios de teatro para levar comigo a partir de agora
e depois
a companhia sonolenta das gatas, com olhos de amor, ao meu lado
o pássaro a dormir num pé
as flores cujo nome ainda não descobri
e o bill evans a tocar o piano de sempre.
a festa da regueifa. os jardins floridos e as flores, gaiatas, a darem-se ao mundo numa orgia de cor.
as cidades ao sol. as pessoas na rua. uma inquietude boa, que a chuva teimou em fazer ficar.
aqui, na mesa da minha sala vertida em silêncio de pessoas, a cadência ritmada dos meus afazeres:
a mão da literatura para apertar, a mão dos ensaios de teatro para levar comigo a partir de agora
e depois
a companhia sonolenta das gatas, com olhos de amor, ao meu lado
o pássaro a dormir num pé
as flores cujo nome ainda não descobri
e o bill evans a tocar o piano de sempre.
03/06/16
nostalgia com formas, Rádio Nova e o que eu gostava de ter sido
é, às vezes fico assim. nostálgica. com saudades de coisas de outros tempos.
hoje vieram-me à cabeça as gravações dos supostos programas de rádio que fazia quando era miúda.
fazia aquilo a sério. com intervalos para publicidade e tudo. só não tinha a rubrica do trânsito e do desporto.
ainda hoje, quando ouço uma das minhas rádios preferidas (a rádio nova) e quando ouço duas das minhas profissionais femininas preferidas - a Alexandra Gonçalves e a Sónia Borges - me lembro desses tempos e gostava de ter tido, um dia, essa possibilidade.
também, o que é que eu não gostava de ter sido?
homem. isso, definitivamente.
hoje vieram-me à cabeça as gravações dos supostos programas de rádio que fazia quando era miúda.
fazia aquilo a sério. com intervalos para publicidade e tudo. só não tinha a rubrica do trânsito e do desporto.
ainda hoje, quando ouço uma das minhas rádios preferidas (a rádio nova) e quando ouço duas das minhas profissionais femininas preferidas - a Alexandra Gonçalves e a Sónia Borges - me lembro desses tempos e gostava de ter tido, um dia, essa possibilidade.
também, o que é que eu não gostava de ter sido?
homem. isso, definitivamente.
deixar cair os brincos no ralo do lavatório logo de manhã
o dia promete.
acho que vou prender as mãos atrás das costas.
acho que vou prender as mãos atrás das costas.
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