06/12/16

as minhas amigas que me cabem nas mãos do peito

fairytale illustrations of monica rohan

deparei-me hoje com esta senhora ilustradora, australiana, que cria personagens de contos de fadas, com o rosto escondido e achei-as muito bonitas; ainda por cima colhe inspiração dos clássicos do século XIX e isso agrada-me particularmente. encantam-me também (claro) os tecidos, as cores, os volumes, o movimento.


são as imagens que me levam quase sempre de mão dada às palavras.
esta levou-me às Amigas. aquela meia dúzia de mulheres que me cabe nas mãos do peito.
seria capaz de encontrar, para cada uma delas, uma imgem da monica rohan que lhe servisse na perfeição.
é curioso, pensar nos relacionamentos que se criam com as amigas; de que cor as vemos; se têm mais ou menos vento; se se quedam com cores de Verão ou Outono. com cada uma delas construo uma linguagem que nos é própria e uma maneira de estar imbuída de significados. com cada uma delas reforço laços e desbravo caminhos;
as minhas amigas que me cabem nas mãos do peito escrevem-me textos com vida e escrevem, comigo, a vida dos meus textos.

05/12/16

T2 recuado com varanda para o nosso amor

espero-te à porta dos sonhos.
naquele sítio onde o pescoço se curva
e se curva o decote e a linha dos teus lábios finos.

espero-te à porta dos sonhos
à entrada do meu entorpecimento
no patamar do meu desejo
e na escadaria do meu corpo.


The CAL 2017 [PREVIEW] - Pirelli Calendar by Peter Lindbergh

Pirelli Calendar | Peter Lindbergh, JULIANNE MOORE


O Calendário Pirelli 2017 (criado pelo grande Peter Lindbergh), traz-nos, pela 3ª vez o mesmo fotógrafo.
O que me agrada substancialmente nesta edição é a ideia transmitida - beleza natural e feminilidade – e achei também muito curiosa a escolha das 14 beldades que integram esta edição.

para ver conhecer mais um pouco:

https://www.youtube.com/watch?v=qXZ4p4WJc1A

pai natal, por favor



S&X, uma excitante colaboração de Rankin & Azzi Glasser.

“Provocative, fearless and wild, S&X combines a hedonistic symphony of notes that tell the story of the touch of bodies, the beauty of skin on skin and above all lasting memories.”

02/12/16

a minha vida-tecido

phot.  by amanda rodriguez

moldei-me, uma vida, a determinadas coisas da vida.
descobri, já depois de grande,
que afinal ela – a vida – pode ser entendida como uma substância infinda de formas, cores, feitos, estratos, medos, texturas, sons, contendas, paradigmas.
descobri, já depois de grande,
que quero entendê-la como tecido:
palpá-la, cortá-la, cosê-la de maneira diferente
virá-la do avesso, remendá-la, aumentá-la
e – se preciso for – cortar dela o que é exíguo.
quero fazer da vida uma fatiota impecável, não só de domingo como diziam os antigos.
quero fazer da minha vida a roupa que me fizer (mais) sentir. 

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