12/12/17

Siri Hustvedt, “Aquilo Que Eu Amava”

É provavelmente um dos livros mais densos que já li.
Daqueles que me fazem voltar atrás. marcar o canto de uma página. suspirar e parar para ler uma coisa mais "leve". Rever um capítulo. Revisitar uma frase.

Siri Hustvedt conduz-nos pela história de duas famílias, através da voz de uma das personagens (masculina) e ilustra de forma pormenorizada e vibrante a situação da arte e as suas tendências na Nova Iorque dos anos 80.

É um livro que fala de relações familiares, de exposições e instalações, de dor, perda, descoberta e partidas. Sobre o Outono da vida, sobre a solidão.

Foi dos livros que mais demorei a ler.

Enora Lalet , “Cooking Faces”





São retratos efémeros e criações vivas, em palco, que combinam pintura corporal, design culinário, costura.
A comida é o ponto de partida e a escolha; depois segue-se um curioso processo de produção que envolve muitos géneros disciplinares e que culmina na criação de um quase “trabalho antropológico”, destacando as muitas culturas do mundo.

É daquelas coisas que muito gostaria de ver. Porque deve ser um assombro para os sentidos.

07/12/17

bossa-vento-tu

phot. harold feinstein



e por vezes vens em forma de vento
e outras vestido de aurora
e outras vestido de tudo.

e trazes na boca vendavais de inconstância
e no verso de ti aquela história
aquela que nunca teve música
mas que nunca deixaremos de cantar.

06/12/17

Broadchurch

"A seemingly calm and friendly seaside town becomes a town wrapped in secrets when the death of an eleven year old boy sparks an unwanted media frenzy. As the town's locals start to open up about what they do and don't know, it falls upon the police to catch the supposed killer."

É assim que aparece a descrição no IMDb.
Esta série apareceu-me, por acaso, numa das pesquisas tardias e ensonadas, minutos antes de dormir.
Chamou-me a atenção o facto de ser passada numa cidade costeira inglesa e pensei em como os ingleses têm tanto jeito para estas coisas de crime, no que respeita a séries.
Não me enganei.
A série é magnifica: a fotografia é belíssima, a interpretação de David Tennant (Alec) e Olivia Colman (Ellie) é muito boa e a história prende desde o início.
A realização surpreendeu-me muitas vezes, pelos planos longos e/ou arrojados.
A primeira temporada é de 2013 e já vai na terceira.
Para já, arriscaria a dizer que é para continuar.


05/12/17

de novo, luz


depois de alguns dias no escuro, aqui estou de novo.
o meu sítio teve de mudar de sítio, e à custa disso apanhei um grande susto.
e descobri, também, que afinal ele me faz muita falta.
e que todos vocês também.

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