Os nórdicos.
Primeiro arrebataram-me com a música.
Depois com os policiais, a par com algumas estatísticas.
Depois com algumas séries. Custou a habituar-me à língua. Dura e pouco maleável.
Depois de ver “O Restaurante”, rendi-me.
É das séries que mais gostei, nos últimos meses.
Delicada, intensa, com personagens desenhados à mão e interpretados com alma.
É uma série familiar, e aparentemente inócua. Mas encerra toda uma trama intensa, orgânica e intrincada, que nos leva através da segunda metade do século XX, a conhecer a saga da família Lowander.
Sinopse:
(Fonte – RTP)
Série de época nórdica que acompanha a história de uma família, os seus sucessos, derrotas, paixões e conflitos
Série de época nórdica que começa em 1945, no fim da Segunda Guerra Mundial. No centro de Estocolmo, no meio dos festejos, um beijo espontâneo entre dois estranhos irá ter consequências marcantes. Acompanhamos a história de uma família, os seus sucessos, derrotas, paixões e conflitos.
Estocolmo, 7 de maio de 1945. A Segunda Guerra Mundial chega finalmente ao fim e há esperança e entusiasmo num novo futuro. No meio das celebrações, no centro de Estocolmo, dois estranhos encontram-se num beijo rápido. Nina, uma jovem de classe alta, e Calle, ajudante de cozinha, estão longe de saber que o seu breve encontro terá consequências tumultuosas para muitas pessoas.
Para a família Lowander, o fim da guerra é um alívio. Os Lowander são donos do Djurgardskallaren, um restaurante de topo no coração de Estocolmo. Durante a guerra, o filho mais velho Gustaf conseguiu manter o restaurante através de meios bastante duvidosos e pretende continuar exatamente com o mesmo modo de gestão. Quando Peter, o filho do meio, regressa a casa depois da guerra descobre que o restaurante está à beira da falência. São necessárias grandes mudanças para acompanhar os tempos e modernizar o restaurante. Poderá a filha mais nova, ajudar? Nina procura a aprovação da família para abrir uma boate no salão de banquete do restaurante, mas a sua paixão por Calle vai mudar a sua vida.
O futuro do restaurante provoca um conflito familiar. A decisão pertence a Helga, a mãe, que com a assistência do chefe de cozinha Backe vigia o negócio da família. Helga enfrenta o difícil desafio de manter a família unida e ao mesmo tempo assegurar a sobrevivência do restaurante.
31/08/18
28/08/18
das cores
tenho andado a trocar-me de cores
e a trocar algumas das cores da minha vida.
não porque me sinta ou porque queira ser artista.
mas porque a vida me tem trocado tons, prioridades e diferenças.
e a trocar algumas das cores da minha vida.
não porque me sinta ou porque queira ser artista.
mas porque a vida me tem trocado tons, prioridades e diferenças.
18/07/18
16/07/18
rescaldo dia 2
A aranha vaidosa que não se mexe do tecto da recepção.
As famílias que começo a conhecer: as alemãs-lagostas com sandálias que parecem mochilas.
Os casais pequeninos portugueses de mão dada, com sotaque do Norte e bolsinha debaixo do braço.
Os italianos que andam embriagados desde que chegaram e atravessam a piscina com as suas barbas de Vikings.
A mãe e a filha gordas de cabelo igual e saias curtas a fumar ao mesmo tempo que devem ser nórdicas.
A família da linha, avô, avó, tia afastada, tio por parte do pai, primos direitas e tortas, moreníssimas com vestidos branquíssimos.
Os casais de reformados que misturam no mesmo prato: cachopa, peixe grelhado e saladas de cores vivas.
As crianças a tombar de sono.
A música cabo-verdiana arrastada que convida ao arrasta pés.
A pele morena, a piscina a desmaiar na noite, os insetos bêbados com os perfumes, os gatos à espera de comida.
E eu, no meio disto tudo, com medo de não ter olhos que registem isto tudo e com os dedos a dançar no teclado do telemóvel, numa dança apertadinha.
No Stress. É o que se diz por aqui.
12/07/18
cabo verde
partilho a partir de hoje, convosco, a minha aventura bonita de Cabo Verde, numa semana.
por ter sido tão bonita, acho que não devo guardá-la só para mim.
"Entrei nesta aventura de vir sozinha para Cabo Verde sem pensar muito em “vir sozinha para Cabo Verde”.
Mas o facto é que vim. Não é para todos, viajar sozinho.
É necessária uma dose muito grande de “estar bem consigo” e “procurar a paz nas pequenas coisas”.
Faz-me falta o marido, o filho entre aspas, a casa, as gatas, o espelho que já me recorta de olhos fechados, a televisão a debitar os cromos do futebol. As séries, os cremes para tudo e alguma coisa, as caixinhas com isto e aquilo e aqueloutro.
Mas depois reencontro a Laura efetiva, aquela que janta sozinha com as memórias bonitas, a que apanha sol com insetos africanos e vontades de cá ter a Família toda. Aquela Laura que já tem gatos seguidores africanos, que gosta de viagens dentro e fora de si. A Laura que se entretém com nadas e com eles faz tudos.
E é essa Laura revigorada e apaziguada que depois irá dar aos seus aquilo que mais gosta de dar.
Tudo."
Mas o facto é que vim. Não é para todos, viajar sozinho.
É necessária uma dose muito grande de “estar bem consigo” e “procurar a paz nas pequenas coisas”.
Faz-me falta o marido, o filho entre aspas, a casa, as gatas, o espelho que já me recorta de olhos fechados, a televisão a debitar os cromos do futebol. As séries, os cremes para tudo e alguma coisa, as caixinhas com isto e aquilo e aqueloutro.
Mas depois reencontro a Laura efetiva, aquela que janta sozinha com as memórias bonitas, a que apanha sol com insetos africanos e vontades de cá ter a Família toda. Aquela Laura que já tem gatos seguidores africanos, que gosta de viagens dentro e fora de si. A Laura que se entretém com nadas e com eles faz tudos.
E é essa Laura revigorada e apaziguada que depois irá dar aos seus aquilo que mais gosta de dar.
Tudo."
1.julho.2018
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