11/11/08

amor

gravo-te em mim.
na pele, na minha almofada, nas flores que enchem as jarras.
gravo-te no ar que respiro e nas canções que te trazem, à noite, quando já estou só.
sento-me e respiro-te.
gravo-te na saudade que suo
gravo-te nas mãos que sinto à volta do meu corpo quando me deito, quando já estou só.
deito-me e quero-te.
gravo-te quando os meus olhos se fecham e te procuro, incessantemente.
a minha noite procura-te
o meu amor encontra-te.
e durmo, na verdade, agarrada a ti.

3 comentários:

Mar Arável disse...

No amor é sempre bom

ter algo

para agarrar

nem que seja uma estrela

um sopro de mar

R. disse...

...

cláudia santos silva disse...

nada como o amor...

:)

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