15/06/10

poetar

Quando aos 11 anos de idade descobri que ser-se “poeta” era escrever em verso, fiquei tristíssima porque nunca seria capaz de me tornar uma.
Passei, portanto, uns anos a achar que aquelas frases bestialmente curtas e sem sentido, que me jorravam aos solavancos da língua e dos dedos, eram uma espécie de materialização da faceta obscura do meu cérebro que a ninguém dava a conhecer, sequer a mim própria.
Hoje, aos 41 anos, continuo a perguntar-me “o que é ser-se poeta”.
Tenho lido umas coisas sobre isso. Teorias.
Mas gosto de ouvir as respostas pela boca deles. Dos poetas.
Ainda não me considero uma.
Voltarei, aos 73 anos, para vos dizer se entretanto descobri.

4 comentários:

sombra_arredia disse...

Voltarás

Mel de Carvalho disse...

Laura, se alguma coisa nunca sonhei ser foi "poeta"... às vezes chamam-me. fico de cabelos arrepiados: só gosto de escrever umas frases, por vezes de carreirinha, outras cortadas em lâminas, ora longas, ora curtinhas ...
por isso, não lhe posso dar resposta. mas uma já tenho para si:
gostei do que li, e, não sendo poeta é artista.

Um abraço
Mel

S* disse...

Eu sonho mais com jornalismo... que deve ser igualmente poético.

disse...

... sinto-te Poeta...

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