03/11/10

arruma-me que eu gosto

Tenho a casa estupidamente arrumada. Estupidamente, mesmo.
Cheguei ao ponto de ter a roupa arrumada por cores, nas gavetas: a gaveta dos “pretos”, a gaveta dos “verdes”, a dos “castanhos” e por aí além.
Depois há a gaveta dos soutiens: um carrossel de cores e géneros: os soutiens velhos e rafados, os soutiens mais ou menos apresentáveis e os soutiens “Tchanan!!!”.
Logo a seguir, bem lampeiras, chegam as calcinhas; aqui é um verdadeiro frenesi: as calcinhas velhotas, as dos lacinhos ao lado, as dos dias difíceis, as pretas e as brancas, as pequeninas e as moderadas, as indescritíveis e as incontáveis;
Depois passamos aos lenços. Também dispostos, em igual tamanho, por cores.
Depois o calçado; as caixas dos sapatos e botas com post-its que facilmente os identificam.
Depois as pulseiras; as pulseiras de elástico separadas das de massa e das de madeira; as da fase “Pucca” e as da fase “Carrie”.
Depois, em cestinhas riquinhas: as meias, os collantes, as leggings.
Na cozinha? Pfff. Tanta arrumação até enjoa.
Papeis? Um alinho desmesurado.
Casas de banho? Sabonetes a condizer com as toalhas. (a próxima vez que for às compras comprarei papel higiénico da mesma cor.)
As minhas gatas passeiam-se lambuzadamente pela ordem ordenada da minha casa de cara lavada.
Às vezes ficam com ar de parvas a olhar para tudo.
Não estão habituadas a tanta organização. Nem eu!
Um dia destes precisei muito de desarrumar. Alguma coisa.
Para a seguir arrumar.
E ter a certeza que não mais na minha vida deixarei o que quer que seja ao acaso.

3 comentários:

Graça Pires disse...

O que faz bem, por vezes, é desarrumar as ideias para que a noite nos torne mais lúcidas...
Um beijo, Laura.

Luis Eme disse...

e esta?

S* disse...

Eu sou obsessiva... ninguém mexe nas minhas coisas sem eu reparar.

Arquivo