17/05/11

Ainda hoje ela adormecia da mesma maneira.
Deitava-se, aninhava-se em posição fetal e sossegava o espírito pensando na roupa que ia vestir no dia seguinte.
E depois com a mente apaziguada e o sono a cobrir-lhe o corpo…. sentia.
Sentia a memória da saudade do corpo dele a deitar-se ao seu lado,
colando o corpo ao dela até que não mais espaço sobrasse em cada palmo de carne do corpo de ambos.
E depois o braço dele a enlaçá-la pela cintura e depois o respirar dos dois que aos poucos se ia tornando um.
E então ela adormecia. Saciada, serena e acompanhada.
Com a memória dele que, à noite, era sempre mais forte.

2 comentários:

Maria disse...

E eu adoro estes teus textos, sabes? "E então ela adormecia. Saciada, serena e acompanhada.
Com a memória dele que, à noite, era sempre mais forte" sempre tão doces como um beijinho.

Laura Ferreira disse...

E eu gosto imenso de te "ver" por aqui. Um beijo.

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